Os 10 Erros de Precificação de Salgados que Estão Acabando com seu Lucro

Você faz centenas de salgados por semana, mas no final do mês parece que trabalhou de graça? Provavelmente você está cometendo um desses erros.

Quero Precificar Certo

Por que tantas salgadeiras trabalham muito e lucram pouco?

Fazer salgados é um trabalho pesado. Preparar a massa, fazer o recheio, modelar um por um, fritar ou assar... são horas de trabalho repetitivo.

E depois de tudo isso, você olha pro dinheiro que entrou e pensa: "Será que valeu a pena?"

Se você se identificou, saiba que o problema provavelmente não é a quantidade de pedidos. O problema está na precificação.

A maioria das salgadeiras brasileiras comete erros graves na hora de definir o preço do cento — e muitas nem percebem que estão perdendo dinheiro a cada pedido.

Neste guia, vamos revelar os 10 erros mais comuns e como você pode evitá-los para finalmente ter o lucro que merece.

Erro #1: Calcular o custo por 'mais ou menos'

"Ah, um quilo de carne moída dá pra fazer uns 200 salgados..."

Esse tipo de conta "por cima" é o primeiro passo pro prejuízo.

O custo real de um salgado precisa considerar:

  • A quantidade EXATA de cada ingrediente (em gramas)
  • O preço ATUALIZADO de cada item
  • O desperdício (massa que gruda, recheio que sobra)

Uma coxinha, por exemplo, usa farinha, batata, frango, temperos, óleo pra fritar... cada grama conta.

Se você não pesa e não anota, está trabalhando no escuro.

Dica da Patroa

Pese todos os ingredientes de uma receita completa e divida pelo número de salgados que rendeu. Esse é seu custo unitário real.

Erro #2: Esquecer do óleo de fritura

O óleo é um dos custos mais ignorados — e mais significativos — na produção de salgados fritos.

Pense bem:

  • Quantos litros de óleo você usa por semana?
  • Quanto custa cada litro?
  • Quantos salgados você frita com esse óleo?

Faça essa conta e você vai se assustar. O óleo pode representar 10-15% do custo de um salgado frito.

E não adianta economizar usando o mesmo óleo muitas vezes — isso afeta a qualidade e a saúde dos seus clientes.

Erro #3: Não cobrar pela mão de obra

Fazer 100 salgados leva tempo. Muito tempo.

Tem o preparo da massa, o preparo do recheio, a modelagem (um por um!), a fritura ou forno, a embalagem...

Se você cobrar apenas pelos ingredientes, está doando seu tempo.

Calcule quantas horas você leva pra fazer um cento de cada tipo de salgado. Depois, defina um valor por hora para o seu trabalho.

Exemplo: Se você leva 3 horas pra fazer 100 coxinhas e sua hora vale R$20, são R$60 de mão de obra que precisam entrar no preço.

Erro #4: Cobrar o mesmo preço pra salgados diferentes

Coxinha, bolinha de queijo, risole, empada, quibe... cada um tem um custo diferente.

A coxinha leva frango (caro). A bolinha de queijo leva queijo (caríssimo). O quibe leva carne moída.

Se você cobra R$80 o cento de qualquer salgado, está tendo lucro em alguns e prejuízo em outros.

Cada salgado precisa ter seu próprio preço, calculado individualmente.

Dica da Patroa

Monte uma tabela com o custo de cada tipo de salgado. Você vai descobrir quais são mais lucrativos e pode direcionar suas vendas.

Erro #5: Copiar o preço da concorrência

"A vizinha cobra R$70 o cento, então eu também cobro R$70."

Esse é um dos erros mais perigosos. Você não sabe:

  • Se a vizinha está tendo lucro ou prejuízo
  • Que ingredientes ela usa (qualidade inferior?)
  • Se ela tem outros custos que você não tem (ou vice-versa)

Seu preço deve ser baseado nos SEUS custos, não nos da concorrência.

Se seu salgado é melhor, você pode (e deve) cobrar mais.

Erro #6: Não considerar gás e eletricidade

Fritadeira ligada, forno aquecendo, geladeira funcionando 24h pra conservar os recheios...

Esses custos são reais e precisam entrar na conta.

Como calcular:

  1. Some suas contas de luz e gás do mês
  2. Estime quanto desse valor é usado na produção de salgados
  3. Divida pelo número de salgados que você produz no mês

Esse valor (por salgado) deve ser somado ao custo dos ingredientes.

Erro #7: Dar desconto em pedidos grandes sem calcular

"Pediu 500 salgados, vou fazer R$65 o cento em vez de R$70."

Parece uma boa estratégia, mas você calculou se ainda está tendo lucro?

Desconto só faz sentido se:

  • Você ainda tem margem de lucro após o desconto
  • O volume maior compensa o desconto (economia de escala)
  • O cliente é recorrente e vale a fidelização

Desconto sem cálculo é prejuízo disfarçado de estratégia.

Erro #8: Não ter margem de lucro definida

Lucro não é "o que sobra depois de pagar tudo". Lucro é um valor que você DEFINE antes.

A margem de lucro recomendada para salgados é de 50% a 80% sobre o custo total.

Isso significa: se o cento de coxinha custa R$45 pra fazer, você deveria vender por R$67 a R$81.

Parece muito? Lembre-se que desse lucro você ainda paga impostos, reinveste no negócio e guarda pra emergências.

Erro #9: Não atualizar os preços quando os ingredientes sobem

O frango aumentou. O queijo disparou. O óleo está pela hora da morte.

Mas você continua cobrando o mesmo preço de 6 meses atrás porque "os clientes vão reclamar".

Resultado: você está pagando pra trabalhar.

Reajuste seus preços sempre que houver aumento significativo nos ingredientes. Avise os clientes com antecedência — a maioria entende.

Dica da Patroa

Faça uma revisão de preços a cada 3 meses, no mínimo. Compare com os preços dos ingredientes e ajuste se necessário.

Erro #10: Fazer tudo na mão em vez de usar tecnologia

Anotar pedidos em caderninho, calcular custos na calculadora, tentar lembrar quanto gastou no mês passado...

Isso funciona quando você faz 100 salgados por semana. Mas se você quer crescer, precisa de organização.

O Patroa.ai foi criado pra resolver exatamente isso:

  • Calcula o custo exato de cada tipo de salgado
  • Atualiza os preços dos ingredientes automaticamente
  • Sugere o preço de venda ideal com a margem que você definir
  • Mostra seu lucro real em cada pedido

É como ter uma assistente financeira que nunca erra as contas.

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Perguntas Frequentes

Quanto cobrar pelo cento de salgados em 2025?

O preço do cento de salgados varia conforme o tipo e a região, mas em 2025 os valores médios são: Coxinha R$70-90, Bolinha de queijo R$75-95, Risole R$65-85, Quibe R$80-100, Empada R$85-110. Esses valores consideram ingredientes de qualidade e margem de lucro adequada.

Qual a margem de lucro ideal para salgados?

A margem de lucro recomendada para salgados é de 50% a 80% sobre o custo total de produção. Margens menores que 50% podem comprometer a sustentabilidade do negócio, especialmente considerando variações de preço dos ingredientes.

Como calcular o custo de um salgado?

Para calcular o custo de um salgado: 1) Some o custo de todos os ingredientes (em gramas), 2) Adicione o custo do óleo de fritura proporcional, 3) Some os custos fixos (gás, luz) proporcionais, 4) Adicione sua mão de obra (tempo x valor/hora), 5) Divida pelo número de salgados que a receita rende.

Devo cobrar preços diferentes para cada tipo de salgado?

Sim, cada tipo de salgado tem custos diferentes e deve ter preço próprio. Salgados com recheios mais caros (queijo, carne, frango) devem custar mais que salgados com recheios mais baratos. Calcule o custo individual de cada um.

Como incluir o custo do óleo no preço do salgado?

Calcule quantos litros de óleo você usa por semana e quantos salgados frita nesse período. Divida o custo total do óleo pelo número de salgados. Exemplo: 5 litros (R$50) para 500 salgados = R$0,10 de óleo por salgado.

Vale a pena dar desconto em pedidos grandes?

Só vale se você ainda tiver lucro após o desconto. Calcule: se o cento custa R$50 para fazer e você vende por R$80, tem R$30 de lucro. Um desconto de 10% (R$72) ainda deixa R$22 de lucro. Mas um desconto de 20% (R$64) deixa apenas R$14. Avalie se compensa.

Quanto tempo leva para fazer 100 salgados?

O tempo varia conforme o tipo e sua experiência. Em média: Coxinha 2-3 horas, Bolinha de queijo 1,5-2 horas, Risole 2-2,5 horas, Quibe 2-3 horas. Isso inclui preparo da massa, recheio, modelagem e fritura/forno.

Como lidar com clientes que acham o preço caro?

Explique o valor do seu trabalho: ingredientes frescos e de qualidade, preparo artesanal, higiene. Se o cliente não valorizar, ele não é seu cliente ideal. É mais lucrativo atender menos clientes que pagam bem do que muitos que pagam pouco.

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